Secretários de Saúde defendem que vacina vá para grupos vulneráveis

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota hoje (27) em que questiona a posição do governo federal de apoio à compra de lotes de vacinas por empresas para imunização de seus empregados. As informações são da Agência Brasil

A entidade disse ter recebido a manifestação do governo “com surpresa” e que a urgência deste momento na pandemia é a vacinação de todos, razão pela qual a imunização deve “seguir critérios técnicos e não o poder de compra”.

“O Conass defende que esforços sejam dispensados para garantir, o mais rapidamente possível, vacinas para todos. Se a farmacêutica tem 33 milhões de doses disponíveis, por que o governo federal não se dispõe a comprá-las em sua totalidade e, com isso, providenciar a proteção dos que mais precisam?”, questiona a nota.

Os secretários estaduais lembram que o Sistema Único de Saúde é calcado em princípios e um deles é o da universalidade. “Todas as pessoas residentes no país – trabalhadores ou não – têm direito ao acesso ao atendimento público de saúde – o que inclui vacinas. Permitir a vacinação de trabalhadores ligados a um grupo de empresas específicas é romper com este princípio”, pontua a entidade.

Governo federal

Hoje, uma nota de ministérios do Executivo federal abordou o assunto. Segundo o comunicado, o governo “está empenhado em adquirir todos os tipo de vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa”.

Após ser procurado por empresários, o governo elaborou uma carta em que declarava não ter objeção à compra, desde que houvesse doação de metade para ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e que a imunização fosse restrita aos funcionários.

Ontem (26), a AstraZeneca afirmou que não possui doses disponíveis para o mercado privado. A companhia declarou que sua capacidade de produção está sendo negociada com governos.

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Boletim registra 4.666 novos casos de Covid-19 no Paraná. Já foram aplicadas 435.839 doses das vacinas

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (3) 4.666 novos casos de Covid-19 e 118 mortes pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 656.410 casos confirmados e 11.888 mortes em decorrência da doença. Há ajustes ao final do texto.

Os casos divulgados nesta data são de março (3.169), fevereiro (1.422) e janeiro (27) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: maio (2), junho (1), julho (4), agosto (7), setembro (5), outubro (1), novembro (12) e dezembro (16).

VACINA – Até o final da manhã desta quarta-feira, o Paraná aplicou 435.839 doses da vacina contra a Covid-19 – 323.019 da primeira dose e 112.820 da segunda. Portanto, 323.019 pessoas já foram vacinadas no Estado.

Até o momento, o Paraná recebeu 853 mil doses do Governo Federal, já contabilizando o lote de 146.800 de CovonaVac que chegou na manhã desta quarta.

Veja a distribuição das imunizações.

INTERNADOS – Nesta quarta-feira são 2.143 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 1.857 ocupam leitos SUS (785 UTI e 1.072 clínicos/enfermaria) e 286 da rede particular (116 UTI e 170 e clínicos/enfermaria).

Há outros 1.869 pacientes internados, 656 em leitos UTI e 1.213 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 118 pacientes. São 56 mulheres e 62 homens com idades que variam de 13 a 94 anos. Onze óbitos ocorreram em 2020 e os demais entre 13 de janeiro e 02 de março de 2021.

Bolsa Permanência do Prouni será paga a partir desta quarta-feira

O Ministério da Educação (MEC) realiza, a partir de hoje (3), o pagamento do benefício do Programa Bolsa Permanência do Prouni (PBP-Prouni), referente ao mês de janeiro.

De acordo com o ministério, serão pagos mais de R$ 3,4 milhões a 8.546 estudantes que cursam graduação com bolsa integral do Programa Universidade para Todos (Prouni) e atendem aos critérios do PBP-Prouni.

Cada estudante receberá o auxílio de R$ 400 por mês, para ser usado nas despesas com alimentação, transporte e material didático.

PBP-Prouni

O PBP-Prouni é um dos programas de assistência estudantil e promoção da permanência no ensino superior da Secretaria de Educação Superior do MEC.

Ao obter a bolsa integral do Prouni, cuja exigência de renda é de até um salário mínimo e meio por pessoa da família, o estudante matriculado em um curso presencial que tenha, no mínimo, seis semestres e carga horária média igual ou superior a seis horas diárias de aula, pode requerer o auxílio do PBP Prouni.

A seleção dos beneficiários é realizada mensalmente, no primeiro dia de cada mês, no âmbito da instituição de ensino na qual o estudante está matriculado. O pagamento do auxílio é creditado, exclusivamente, em conta-corrente bancária individual do estudante, cujo número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física seja igual ao constante no Sistema Informatizado do Prouni (Sisprouni).

O programa é regulamentado pela Portaria Normativa nº 19, de 14 de setembro de 2011.

*Com informações do Ministério da Educação