Paraná recebe mais 146,8 mil doses da vacina contra a Covid-19

O Paraná recebeu mais 146,8 mil doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. O novo lote chegou ao estado na manhã desta quarta-feira (3).

Até terça-feira (2), 317.461 pessoas haviam sido imunizadas no Paraná, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Destas, 112.820 receberam duas doses do imunizante.

Com o novo lote, até agora, o Paraná recebeu 853 mil doses de vacinas contra a Covid-19 do Ministério da Saúde. Atualmente, as unidades enviadas são da CoronaVac/Butantan e Oxford/AstraZeneca.

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Twitter fixa regras para combater desinformação sobre vacinas

As fake news e a desinformação prejudicam muito os esforços para combater a pandemia; vidas têm sido perdidas em função delas.

Procurando combater esses males, o Twitter introduziu novas regras para evitar a disseminação de informações incorretas ou falsas sobre as vacinas contra a covid-19. De acordo com a nova política, a empresa irá rotular os tweets que trouxerem informações como essas e banir contas que violarem repetidamente as novas regras.

Os rótulos serão semelhantes aos usados ​​pelo Twitter na época da eleição americana, e dirão algo como this tweet is misleading, que poderia ser traduzido como “este tweet é enganoso”; outros usuários serão impedidos de retuitar as mensagens marcadas.

A empresa também está introduzindo um sistema que permitirá punir os infratores reincidentes. Após o primeiro tweet com conteúdo julgado incorreto, os usuários enfrentarão suspensões temporárias, até que na quinta reincidência, serão banidos permanentemente, como foi banido Donald Trump em função de suas mensagens relativas à eleição que perdeu. Em janeiro, o Twitter ocultou um post do presidente Jair Bolsonaro, classificado como enganoso e potencialmente prejudicial por conter informações falsas sobre a covid-19.

Além do Twitter, o Facebook anunciou recentemente que estava banindo desinformação sobre as vacinas contra a covid-19 e outras doenças. O TikTok e o YouTube também introduziram políticas para conter a disseminação de mentiras sobre as vacinas.

Esperamos que seja um passo na direção de uma internet mais confiável, embora também sejam justificadas dúvidas acerca da adoção de medidas similares que configurem censura para atender a interesses políticos e comerciais.

Vacina Covaxin apresenta eficácia de 81%, diz laboratório indiano

A empresa indiana Bharat Biotech, sediada na cidade de Hyderabad, anunciou nesta quarta-feira (3) os resultados clínicos da fase 3 da vacina Covaxin, que demonstraram eficácia interina de 81% contra a covid-19.

Os dados foram coletados após testes em 25.800 participantes que receberam uma dose do imunizante ou placebo. Os estudos foram conduzidos em parceria com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV).

Além da eficácia, a Covaxin demonstrou resposta imunológica (imunogenicidade), que foi significativa também contra as variantes do novo coronavírus. No estudo, 36 dos 43 casos foram registrados em participantes que receberam o placebo, em comparação com sete casos em pessoas que receberam a vacina.

Uma nova análise provisória está planejada quando houver o registro de 87 casos, e a análise final está planejada ao se atingir 130 casos, informou a Bharat Biotech. Todos os dados das análises serão publicados em veículos especializados e submetidos a revisão por pesquisadores independentes, assegurou o laboratório.

A Covaxin é usada no combate à covid-19 por meio da aplicação de duas doses, a partir de vírus inativado. A pesquisa também recebeu o apoio apoio da Fundação Bill & Melinda Gates. A vacina é apresentada em frascos multidoses, e pode ser armazenada em temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC, de acordo com a fabricante. O imunizante é um dos dois que foram aprovados para uso emergencial pelo governo indiano.

No Brasil, o Ministério da Saúde já tem contrato assinado para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. O investimento total foi de R$ 1,614 bilhão e, segundo a pasta, as primeiras 8 milhões de doses do imunizante devem começar a chegar em março.