Hospital Municipal faz nova ampliação de leitos de UTI COVID

Unidade possui agora 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva para pacientes graves com o novo Coronavírus

O Hospital Municipal Padre Germano Lauck implantou hoje (25) mais seis leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para pacientes com o novo Coronavírus, passando de 44 para 50 leitos exclusivos.

A ampliação, anunciada ainda na semana passada pela diretoria executiva do hospital, foi possível devido ao repasse de equipamentos via Ministério da Saúde e Governo do Estado. Na ultima sexta-feira (20), quatro novos leitos de UTI COVID foram instalados.

Somados aos leitos do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, a cidade tem agora 95 leitos de UTI exclusivos para Covid. Os leitos de enfermaria somam 74 no município. 

“Fizemos um processo de readequação interna, já que não conseguimos até agora contratar novos médicos. Refizemos as escalas para que o atendimento seja garantido a todos, mas de fato a situação está muito difícil. Cada um precisa fazer a sua parte, e se cuidar”, alerta o diretor do Hospital Municipal, Sergio Fabriz.

A unidade hospitalar segue com credenciamento de médicos aberto, assim como o processo seletivo para contratação imediata de técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. Até agora, 39 profissionais foram contratados neste PSS.

Medidas Preventivas

Apesar de todos os esforços empenhados pelo município no enfrentamento a COVID-19, a população precisa seguir as medidas preventivas, como o distanciamento social, uso correto da máscara e higienização frequente das mãos. “A pandemia nos impôs novas situações. Não é a realidade que gostaríamos vivenciar, mas temos que aceitar e entender que as principais ações para frearmos o vírus depende de cada um de nós”, acrescentou Fabriz.

Estrutura
No início da pandemia, em março, o Hospital Municipal contava com 17 leitos de UTI COVID. Duas novas alas foram construídas (UCE e UTDI) e o Pronto Socorro Respiratório passou por uma ampla reforma. Nenhuma pessoa ficou sem atendimento no município.

Hoje, Foz do Iguaçu registrou mais 137 casos da doença e dois óbitos. A ocupação de leitos de UTI chegou a 76,8% e enfermaria a 72,9%.

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Em um ano de pandemia, Estado abriu 3.616 leitos para Covid-19

Prestes a completar um ano desde o anúncio das primeiras medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Governo do Paraná já abriu 3.616 leitos exclusivos para pacientes com casos confirmados ou suspeitos da doença. Este é o número de leitos ativos até a manhã desta quarta-feira (3), o maior desde o início da pandemia, mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde é colocar mais 155 em operação nas próximas semanas.

O número de leitos de UTI abertos no período é superior ao que foi criado nos últimos 20 anos no Estado. Instalada gradualmente, conforme o avanço dos casos no Paraná, a estrutura já foi utilizada por cerca de 55 mil pessoas que foram hospitalizadas para tratar das complicações da Covid.

O Governo do Estado destinou R$ 163,2 milhões na ampliação da rede hospitalar nas 22 Regionais de Saúde, com incremento de leitos em hospitais públicos e particulares que atendem pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS). Com a escalada dos contágios nas últimas semanas, o Estado mantém a ampliação das UTIs e enfermarias.

“Desde os primeiros casos, tivemos a estratégia de ampliar o atendimento regional e disponibilizamos leitos para todo o Estado. Apostamos em melhorar o que já existia e não abrimos hospitais de campanha, que custam muito e acabam não sendo incorporados à estrutura de saúde”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Mas os recursos são finitos. Os profissionais de saúde trabalharam de maneira árdua ao longo do último ano, está cada vez mais difícil para as equipes da linha de frente”.

Incremento

Mesmo assim, houve um incremento de 630 leitos somente neste ano, quase metade deles ativada na última semana pelo Governo do Estado. Além dos novos leitos – 251 de UTI e 379 de enfermaria, outros 155 estão previstos para entrarem em operação nas próximas semanas, sendo 67 de UTI.

Até a terça-feira (2), a taxa de ocupação das UTIs estava em 92% no Estado, com situação mais crítica na Macrorregião Oeste, que chegou a 97%. “Nosso planejamento é baseado em estudos que apontam os cenários da curva de contágio, mas a situação atual é pior que a previsão mais pessimista. A taxa de ocupação está muito alta e o sistema está operando dentro do limite”, explica o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Histórico

Os leitos exclusivos começaram a ser ativados em março do ano passado e foram disponibilizados aos poucos, conforme a demanda. O primeiro anúncio de expansão aconteceu em 26 de março, com a criação de 264 leitos exclusivos. No dia seguinte, já havia 1.192 leitos ativos, incluindo 15 UTIs pediátricas. Até o final daquele mês, o cenário no Paraná era de 185 casos confirmados e apenas três mortes.

Um mês depois, no final de abril, o Estado atingia 1.407 confirmações e 86 óbitos e tinha mais leitos ativos do que pessoas contaminadas: eram 1.704 unidades, sendo 574 UTIs e 1.130 enfermarias adulto e pediátricas.

Em junho, o Governo do Estado deu início a uma nova estratégia de expansão da rede de retaguarda, com a entrega, antes do prazo final, de três hospitais no Interior. Os Hospitais Regionais de Guarapuava, no Centro-Sul; Ivaiporã, no Vale do Ivaí, e de Telêmaco Borba, tiveram suas obras aceleradas e passaram então a fazer o atendimento dos pacientes com Covid.

O avanço da pandemia no Estado, com o já esperado aumento na demanda do sistema hospitalar durante o inverno, influenciou na oferta de leitos. No final de junho, o Paraná superava a marca de 22 mil pessoas contaminadas e contava com 636 óbitos. O número de leitos abertos chegava a 2.177.

Junto à ascensão da curva de contágio, também houve um primeiro pico de leitos disponibilizados. Em 19 de agosto, havia 2.783 leitos ativos no Paraná, o maior até então, com o número de UTIs (1.150) já mais próximo aos de enfermaria (1.663). O Estado contava então com 108.659 casos confirmados. A média móvel, porém, vinha caindo, com 1.723 casos e 28 óbitos diários ao longo de uma semana.

A redução das taxas de infecção fez com que a Secretaria de Estado da Saúde desativasse alguns leitos gradualmente, movimento que durou até meados de novembro. Do início até o final daqueles mês, as unidades ativas passaram de 2.080, no dia 3, 2.559 unidades no dia 30, número que desde então só cresceu.

Situção atual

O Paraná já começou 2021 com sinal de alerta ligado e atravessa atualmente o período mais crítico. Desde meados de janeiro, o número de leitos ofertados pela Secretaria da Saúde passou dos 3 mil ativos. O total disponível atualmente é o maior desde então. São 3.616 leitos: 1.405 UTIs e 2.211 clínicos, com a expectativa de expansão nas próximas semanas para dar conta da demanda.

Paraná receberá mais 146,8 mil doses de vacinas contra Covid-19

O Ministério da Saúde confirmou ao Governo do Paraná nesta terça-feira (2) o envio de mais 146.800 doses de vacinas contra o novo coronavírus. O novo lote é da CovonaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e faz parte de uma nova remessa de 1,9 milhão de doses encaminhadas pela entidade paulista ao governo federal.

As novas doses chegarão às 8h30 no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Logo em seguida serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde parte será armazenada e parte preparada para distribuição para as Regionais da Saúde.

O Paraná recebeu até o momento 706.200 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Da Coronavac/Instituto Butantan foram 265.600 no 1º lote, 39.600 no 2º lote, 147.200 no 3º lote e 64.800 no 4º lote, além de mais 189.000 doses da Universidade de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. Com as novas remessas, serão 853.000 doses entregues ao Estado desde o começo da imunização. O Paraná atingiu nesta terça-feira (2) 317 mil pessoas vacinadas com as duas doses.

Essas novas doses continuarão a ser aplicadas nos públicos prioritários, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. Ele segue a mesma linha do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ou seja, nesta primeira etapa da vacinação continuarão a ser imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes e idosos com mais de 80 anos.