Foz do Iguaçu defende fortalecimento no enfrentamento a pandemia nas cidades do extremo oeste

Hospital Municipal Padre Germano Lauck é a principal referência no atendimento dos casos da covid na região

O prefeito de Chico Brasileiro defendeu nesta quarta-feira, 10, a instalação de mais leitos de UTI no extremo oeste já que há um recrudescimento de casos da covid-19 nas cidades – Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Missal, Ramilândia, Itaipulândia e Serranópolis do Iguaçu – da 9ª regional estadual de saúde. O hospital municipal Padre Germano Lauck é a única referência pública de toda região no tratamento da doença.

“Apesar do início da vacinação ainda não é momento de baixar a guarda. Os números de casos tem aumentado e isso tem preocupado. Foz do Iguaçu é a cidade referência para os demais municípios, e por isso, temos que trabalhar juntos com muita responsabilidade para diminuir os índices de internamentos hospitalar”, disse Chico Brasileiro na reunião com gestores de saúde na sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde Iguaçu em Medianeira. O encontro foi convocado a pedido de Brasileiro.

Na reunião foram discutidas alternativas para ampliar o número de leitos na regional, implantação de medidas preventivas e de monitoramento dos casos, além de uma ação conjunta para inibir as aglomerações na região. “Passamos por um momento muito delicado e o consórcio defende soluções para melhorar os atendimentos à população da região”, disse o presidente do consórcio e prefeito de Missal, Adilto Ferrari.

Oficinas
Gestores de saúde de Foz do Iguaçu apresentaram um breve panorama das estruturas do hospital municipal que apesar do subfinanciamento – custeio extra absorvido pela prefeitura – aumentou de 17 para 50 leitos exclusivos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para covid e possui uma das melhores estruturas hospitalares do Brasil.

“Esses encontros são importantes porque também orientam os gestores como enfrentar a pandemia em vários aspectos. Relatamos a realidade de cada cidade, além de promover um amplo debate, expor as demandas e as dificuldades. Essas oficinas realizadas aqui são uma base de apoio para toda equipe de saúde”, disse Rosa Jeronymo, secretária de Saúde de Foz do Iguaçu.

O encontro prossegue nesta quinta-feira, 11, com as oficinas de orientação sobre o orçamento e financiamento e o controle social, ambos no SUS. Na quarta-feira, os gestores foram orientados sobre as atualizações da base legal do SUS, responsabilidade sanitária e instrumentos de gestão.

“As oficinas colocam os secretários de saúde a par das atualizações de sistemas, novas normativas e as portarias que atendem o estado e os municípios da região”, destacou Ielita Santos, chefe da 9ª Regional de Saúde.  O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sérgio Fabriz, também participou da reunião.

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Pazuello visita UPA de Cascavel, cidade que vive colapso no sistema de saúde

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello visita Cascavel, no oeste do Paraná, na tarde desta quinta-feira (4). A comitiva chegou por volta das 14h ao aeroporto da cidade.

Conforme a prefeitura, o prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) levou o ministro a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília, ao Centro de Vacinação Covid-19 e à obra do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop).

Durante a visita, o ministro defendeu o “atendimento primário” para não sobrecarregar leitos de média e alta complexidade, sem detalhar que tipo de serviço seria esse.

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Secretário de saúde do Paraná anuncia novos leitos no HUOP e em cidades pequenas do Oeste

O Governo do Estado está ativando 66 leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com Covid-19 no Oeste paranaense. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, esteve em Cascavel nesta quinta-feira (4) e anunciou a implantação de 12 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 10 enfermarias para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), além de mais 44 leitos clínicos em cidades pequenas da região: seis no Hospital Jesuítas, em Jesuítas; 12 no Hospital Santa Isabel, em Formosa do Oeste; e 16 no Hospital Santo Antônio, em Guaraniaçu.

O secretário acompanha, ainda nesta quinta, a visita do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a unidades de referência para o atendimento à Covid-19 na cidade, onde a taxa de ocupação das UTIs já chegou há alguns dias em 100%. A região Oeste é uma das mais críticas do Estado, com as UTIs chegando a 98% de ocupação – a média do Estado também é alta e está em 96%.

Na quarta-feira (3), o governo já tinha anunciado a ampliação da estrutura de Covid em Cascavel, com a implantação de 32 leitos, os 22 do HUOP e outras 10 UTIs no Hospital Municipal. “Estamos no limite. Não temos mais tempo de discutir se as medidas restritivas são importantes ou não, elas são fundamentais enquanto não chega a vacinação em massa. Temos limites físicos para ampliar ainda mais o atendimento dos hospitais”, afirmou o secretário.

Em Cascavel, Pazuello visitou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Brasília, o Ambulatório Médico de Especialidades do município e a nova sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop), juntamente com o secretário de Atenção Primária da pasta (SAPS), Raphael Parente, e o secretário de Atenção Especializada (SAES), Luiz Otávio Franco Duarte.

“Estamos em um dos estados que tem a melhor estrutura de saúde do País e confiamos na capacidade de atendimento do Paraná”, afirmou. “Precisamos aumentar a capacidade de entrega de leitos de UTI e de enfermaria, e é isso que o Estado está fazendo, com a abertura de mais de 1,4 mil UTIs no último ano”.

O ministro também acompanha o andamento da vacinação contra a Covid-19 no município e, junto com o secretário Beto Preto, fez a entrega formal de novas doses de imunizantes. Além das 7.360 encaminhadas quarta-feira (03) pelo governo, o Ministério da Saúde disponibilizou um fundo extra com 6 mil conjuntos de vacinação para o município. “Com a estabilidade que devemos alcançar com a fabricação nacional, teremos entregas semanais de vacinas, até para não ter grandes estoques nos municípios”, disse Pazzuello.

 

REFORÇO – O HUOP é administrado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e foi um dos primeiros a integrar a estrutura de retaguarda para a pandemia no Estado, quase um ano atrás, e conta atualmente com cerca de 50 leitos exclusivos para o atendimento à Covid-19.

“As estruturas do município estão sobrecarregadas. Por isso, mesmo cansados não iríamos nos furtar de ajudar a população”, afirmou o diretor-geral da unidade, Rafael Muniz de Oliveira. “Esses novos leitos são uma ampliação, não estamos trocando leitos de atendimento geral pelos de Covid nem reduzindo o atendimento à doença em outras áreas do hospital”.

 

O reitor da Unioeste, Alexandre Weber, destacou as dificuldades para ampliar a estrutura hospitalar. “Chegamos ao máximo da nossa capacidade. Há um esforço da Secretaria e de quem atua na área da saúde para que as pessoas não fiquem sem assistência, mas há uma limitação de profissionais, que não vão conseguir trabalhar no ritmo atual por muito mais tempo”, salientou.

“Se os trabalhadores da saúde estão fazendo esse sacrifício para tratar da população, é preciso que todos façam sua parte para reduzir as contaminações, façam o isolamento social, usem máscara e higienizem as mãos, não existe outro caminho”, acrescentou Weber.