Estados se unem para promover o turismo sustentável

O vice-governador Darci Piana participou no sábado (20), em Antonina, do Encontro da Grande Reserva da Mata Atlântica, que visa a promoção e desenvolvimento do turismo como atividade econômica ambientalmente responsável.

A Grande Reserva da Mata Atlântica compreende o Litoral do Paraná, Litoral Sul de São Paulo e Litoral Norte de Santa Catarina e  foi apresentada aos municípios que a integram, a empresários e imprensa do trade turístico para fomentar a comercialização, desenvolvimento e promoção de roteiros e destinos.

Durante o evento foi assinado o protocolo de intenções para integração e criação do roteiro da Grande Reservada Mata Atlântica, Rota Lagamar e Rota Porto a Porto.

 

Desenvolvimento económico

“A maior parte da Mata Atlântica do País está no Paraná, mas Santa Catarina e São Paulo também têm reservas importantes. Unir os três estados para fomentar o turismo sustentável e preservar as unidades de conservação da Mata Atlântica é um passo fundamental para desenvolver a região litorânea”, afirmou Darci Piana.

 

O secretário de Estado de Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná, Marcio Nunes, e o presidente da Paraná Turismo, Jacob Mehl, também comemoraram a união inédita dos estados na área do turismo.

“É um momento histórico. Estamos envolvendo os governos estaduais e municipais, além de ambientalistas e iniciativa privada para trabalharmos juntos uma fonte econômica responsável e sustentável para a região”, disse Nunes.

 

“Nunca vi uma reunião tão forte com pessoas importantes e  interessadas em mudar a história do turismo”, acrescentou Mehl.

O diretor presidente da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda, falou pela iniciativa privada sobre a roteirização e integração dos destinos e produtos turísticos. E reforçou o papel de todos os presentes, lembrando que o turismo é uma área composta por um tripé formado por sociedade civil, poder público e iniciativa privada.

Mata Atlântica 

Entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, está o último grande remanescente contínuo da mata atlântica, chamado de Grande Reserva Mata Atlântica.

A reserva conta com aproximadamente 1 milhão de hectares de áreas naturais não fragmentadas e conecta unidades de conservação já existentes na região da Serra do Mar.  Todo este conjunto foi declarado, em 1989, Sítio do Patrimônio Natural Mundial, e, em 1991, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela Unesco.

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No Paraná, seguem proibidos cortes de luz, água e gás durante a pandemia

Como mais uma medida para colaborar com a população paranaense, o Governo do Estado reforça que o fornecimento de luz, água e gás não poder ser interrompido no Paraná enquanto durar a pandemia de coronavírus. A lei número 167/2020, de autoria do deputado estadual Fernando Francischini, foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e entrou em vigor em abril do ano passado.

“É mais um auxílio para as famílias, especialmente aquelas mais carentes, que passam por esse momento tão duro da pandemia. No Paraná a proibição do corte desses serviços tem força de lei. Enquanto durar a pandemia, essa regra segue valendo”, afirmou Ratinho Junior.

Estão enquadrados no benefício famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 3.300) ou até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550); pessoas com mais de 60 anos; com coronavírus, doenças graves ou infectocontagiosas; com deficiência; trabalhadores informais; comerciantes enquadrados como micros e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais. Cabe ao Estado regulamentar o pagamento parcelado das dívidas geradas durante o período.

PLANOS DE SAÚDE – Além disso, a lei proíbe também a cobrança de taxas adicionais por parte dos planos de saúde para o atendimento de pacientes infectados pela Covid-19, bem como estabelecimentos de saúde da rede privada a recusarem pessoas suspeitas de terem contraído a doença.

Ainda com base na lei, os estabelecimentos comerciais e industriais passarão a ter a obrigação de esterilizar equipamentos, especialmente balcões, máquinas de pagamento, comandas, carrinhos e cestas de compras, visando a prevenção de doenças contagiosas.

Quem não cumprir as determinações estará sujeito à multa de até 500 UPF/PR (Unidade Padrão Fiscal do Paraná). Com base na UPF/PR de 2021, os valores ultrapassam R$ 55 mil.

 

OUTRAS MEDIDAS – O Governo do Estado preparou um novo pacote de medidas para ajudar empresas e cidadãos a enfrentar a crise.

Duas delas já estão em vigor e as próximas serão oficializadas ainda nesta semana.

Na terça-feira (02) foi publicado o Decreto 6.999/2021, que suspende até o dia 31 de março o ajuizamento de execuções fiscais e a apresentação de protesto de certidões de dívida ativa do Estado. Além disso, a Secretaria de Estado da Fazenda adiou em um mês os prazos de pagamento das parcelas a vencer do IPVA 2021 (terceira, quarta e quinta).

Também será publicado nos próximos dias o adiamento do pagamento do ICMS devido por pequenas empresas optantes do Simples Nacional e o parcelamento do ICMS devido por Substituição Tributária.

Informações AEN PR.

Em um ano de pandemia, Estado abriu 3.616 leitos para Covid-19

Prestes a completar um ano desde o anúncio das primeiras medidas de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Governo do Paraná já abriu 3.616 leitos exclusivos para pacientes com casos confirmados ou suspeitos da doença. Este é o número de leitos ativos até a manhã desta quarta-feira (3), o maior desde o início da pandemia, mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde é colocar mais 155 em operação nas próximas semanas.

O número de leitos de UTI abertos no período é superior ao que foi criado nos últimos 20 anos no Estado. Instalada gradualmente, conforme o avanço dos casos no Paraná, a estrutura já foi utilizada por cerca de 55 mil pessoas que foram hospitalizadas para tratar das complicações da Covid.

O Governo do Estado destinou R$ 163,2 milhões na ampliação da rede hospitalar nas 22 Regionais de Saúde, com incremento de leitos em hospitais públicos e particulares que atendem pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS). Com a escalada dos contágios nas últimas semanas, o Estado mantém a ampliação das UTIs e enfermarias.

“Desde os primeiros casos, tivemos a estratégia de ampliar o atendimento regional e disponibilizamos leitos para todo o Estado. Apostamos em melhorar o que já existia e não abrimos hospitais de campanha, que custam muito e acabam não sendo incorporados à estrutura de saúde”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Mas os recursos são finitos. Os profissionais de saúde trabalharam de maneira árdua ao longo do último ano, está cada vez mais difícil para as equipes da linha de frente”.

Incremento

Mesmo assim, houve um incremento de 630 leitos somente neste ano, quase metade deles ativada na última semana pelo Governo do Estado. Além dos novos leitos – 251 de UTI e 379 de enfermaria, outros 155 estão previstos para entrarem em operação nas próximas semanas, sendo 67 de UTI.

Até a terça-feira (2), a taxa de ocupação das UTIs estava em 92% no Estado, com situação mais crítica na Macrorregião Oeste, que chegou a 97%. “Nosso planejamento é baseado em estudos que apontam os cenários da curva de contágio, mas a situação atual é pior que a previsão mais pessimista. A taxa de ocupação está muito alta e o sistema está operando dentro do limite”, explica o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Histórico

Os leitos exclusivos começaram a ser ativados em março do ano passado e foram disponibilizados aos poucos, conforme a demanda. O primeiro anúncio de expansão aconteceu em 26 de março, com a criação de 264 leitos exclusivos. No dia seguinte, já havia 1.192 leitos ativos, incluindo 15 UTIs pediátricas. Até o final daquele mês, o cenário no Paraná era de 185 casos confirmados e apenas três mortes.

Um mês depois, no final de abril, o Estado atingia 1.407 confirmações e 86 óbitos e tinha mais leitos ativos do que pessoas contaminadas: eram 1.704 unidades, sendo 574 UTIs e 1.130 enfermarias adulto e pediátricas.

Em junho, o Governo do Estado deu início a uma nova estratégia de expansão da rede de retaguarda, com a entrega, antes do prazo final, de três hospitais no Interior. Os Hospitais Regionais de Guarapuava, no Centro-Sul; Ivaiporã, no Vale do Ivaí, e de Telêmaco Borba, tiveram suas obras aceleradas e passaram então a fazer o atendimento dos pacientes com Covid.

O avanço da pandemia no Estado, com o já esperado aumento na demanda do sistema hospitalar durante o inverno, influenciou na oferta de leitos. No final de junho, o Paraná superava a marca de 22 mil pessoas contaminadas e contava com 636 óbitos. O número de leitos abertos chegava a 2.177.

Junto à ascensão da curva de contágio, também houve um primeiro pico de leitos disponibilizados. Em 19 de agosto, havia 2.783 leitos ativos no Paraná, o maior até então, com o número de UTIs (1.150) já mais próximo aos de enfermaria (1.663). O Estado contava então com 108.659 casos confirmados. A média móvel, porém, vinha caindo, com 1.723 casos e 28 óbitos diários ao longo de uma semana.

A redução das taxas de infecção fez com que a Secretaria de Estado da Saúde desativasse alguns leitos gradualmente, movimento que durou até meados de novembro. Do início até o final daqueles mês, as unidades ativas passaram de 2.080, no dia 3, 2.559 unidades no dia 30, número que desde então só cresceu.

Situção atual

O Paraná já começou 2021 com sinal de alerta ligado e atravessa atualmente o período mais crítico. Desde meados de janeiro, o número de leitos ofertados pela Secretaria da Saúde passou dos 3 mil ativos. O total disponível atualmente é o maior desde então. São 3.616 leitos: 1.405 UTIs e 2.211 clínicos, com a expectativa de expansão nas próximas semanas para dar conta da demanda.