Covid-19: Brasil registrou 62.715 infectados em 24 horas

Em atualização do boletim epidemiológico da pandemia do novo coronavírus divulgada hoje (23), o Ministério da Saúde registrou mais 62.715 casos de infecção pela doença. Segundo o informe, 1.386 pessoas morreram em decorrência de covid-19 em 24 horas. O número total de mortos no brasil pelo vírus é de 248.529 desde o início da pandemia.

A pasta informa que 794.182 pacientes (7,7%) seguem em acompanhamento. A taxa de recuperação da doença segue estável, com 9.215.164 pessoas consideradas recuperadas da doença, o que representa 89,8% do total.

Sem grandes mudanças, o cenário estadual segue mostrando o estado de São Paulo como o maior foco de covid-19 no Brasil. O estado registrou 1.990.554 casos no total, com 58.199 óbitos, 23,41% do total de óbitos no Brasil. Minas Gerais e Bahia seguem, respectivamente, em segundo e terceiro lugar no covidômetro, com 847.763 casos e 17.774 óbitos e 660.506 casos e 11.320 óbitos.

Boletim mostra evolução da pandemia de covid-19 no Brasil.

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Restrições de Viagem aos EUA completa um ano; País segue impedindo entrada de Brasileiros

Um ano após suspender a entrada de brasileiros com vistos de turista nos EUA, governo americano não sinaliza reabertura para o Brasil. Brasileiros com imóveis no país, estudantes e categorias não admitidas para ingresso em território americano seguem fazendo quarentena obrigatória em outros países antes de tentar entrar no país norte-americano.

Os EUA estenderam a proibição da entrada de cidadãos do Brasil nos EUA até 21 de março. A prorrogação anunciada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras no país deverá seguir nos próximos meses devido ao surgimento da nova cepa do coronavírus e ao ritmo de vacinação no Brasil. Brasileiros que necessitam viajar aos EUA seguem tendo que fazer quarentena obrigatória de 14 dias em países como o México antes de ir aos Estados Unidos.

Para o pesquisador da imigração, Rodrigo Lins, que investiga os impactos da medida restritiva na comunidade brasileira residente nos EUA, a restrição deverá ser mantida nos próximos meses devido ao ritmo de vacinação no Brasil. Para ele, a medida atinge também a comunidade brasileira residente nos EUA, que mesmo tendo permissão para trânsito com o Brasil, acaba prejudicada com proibição a familiares.

“A expectativa para permissão de entrada de brasileiros aqui nos Estados Unidos é grande, inclusive na comunidade residente. Com a proibição de entrada de portadores do visto de turista, muitos familiares estão afastados. Também há impacto nos negócios, muitos brasileiros que tem imóveis de aluguéis em temporada, por exemplo, estão com maior dificuldade para vir ao país e acompanhar seus imóveis. Nos grupos de brasileiros já há, inclusive, recomendação de lugares no México para brasileiros que queiram entrar nos EUA após quarentena obrigatória”, explica.

Para o especialista, a quarentena obrigatória em outros países encarece a ida aos Estados Unidos e não é garantia de sucesso na hora de entrar no país. “É preciso considerar que mesmo realizando quarentena em outro país, na hora de entrar nos EUA, os agentes indagarão muitas questões ligadas à localização de origem no Brasil e se o viajante teve contato com alguma pessoa infectada pelo coronavírus. Não é garantido que o agente da fronteira aprove a entrada”

As restrições se aplicam a quem viaja a pé ou em veículos, balsas, trens ou portos de entrada costeiros, bem como imigrantes e não imigrantes que viajam para fins que as autoridades dos Estados Unidos não consideram essenciais. Cidadãos dos EUA e residentes legais permanentes (LPR) estão autorizados a retornar aos Estados Unidos durante este período.

“Muitos brasileiros que são residentes nos EUA e que podem transitar entre os países estão com receio de sair do país e enfrentar dificuldades para retornar. A sensação é de insegurança. Desde o início da proibição é cada vez menor o número de brasileiros, residentes nos EUA, que aposta em viajar ao Brasil. Os números são comprovados pelas empresas aéreas mais populares para vôos entre os países na comunidade brasileira nos EUA”, afirma Rodrigo Lins.

Vacina Covaxin apresenta eficácia de 81%, diz laboratório indiano

A empresa indiana Bharat Biotech, sediada na cidade de Hyderabad, anunciou nesta quarta-feira (3) os resultados clínicos da fase 3 da vacina Covaxin, que demonstraram eficácia interina de 81% contra a covid-19.

Os dados foram coletados após testes em 25.800 participantes que receberam uma dose do imunizante ou placebo. Os estudos foram conduzidos em parceria com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV).

Além da eficácia, a Covaxin demonstrou resposta imunológica (imunogenicidade), que foi significativa também contra as variantes do novo coronavírus. No estudo, 36 dos 43 casos foram registrados em participantes que receberam o placebo, em comparação com sete casos em pessoas que receberam a vacina.

Uma nova análise provisória está planejada quando houver o registro de 87 casos, e a análise final está planejada ao se atingir 130 casos, informou a Bharat Biotech. Todos os dados das análises serão publicados em veículos especializados e submetidos a revisão por pesquisadores independentes, assegurou o laboratório.

A Covaxin é usada no combate à covid-19 por meio da aplicação de duas doses, a partir de vírus inativado. A pesquisa também recebeu o apoio apoio da Fundação Bill & Melinda Gates. A vacina é apresentada em frascos multidoses, e pode ser armazenada em temperaturas que variam de 2ºC a 8ºC, de acordo com a fabricante. O imunizante é um dos dois que foram aprovados para uso emergencial pelo governo indiano.

No Brasil, o Ministério da Saúde já tem contrato assinado para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. O investimento total foi de R$ 1,614 bilhão e, segundo a pasta, as primeiras 8 milhões de doses do imunizante devem começar a chegar em março.