Caixa credita hoje saque emergencial do FGTS para nascidos em setembro

Cerca de 5 milhões trabalhadores nascidos em setembro começam a receber hoje (31) R$ 3,2 bilhões em crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. O pagamento será feito por meio da conta poupança digital da Caixa Econômica Federal.

Apesar de a Medida Provisória 946, que instituiu o saque emergencial, ter perdido a validade, a Caixa manteve o calendário de saques, com base no princípio da segurança jurídica. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas.

Anunciado como instrumento de ajuda aos trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus, o saque emergencial permite a retirada de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas no FGTS. O valor abrange tanto as contas ativas quanto as inativas.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 31 de outubro, para os trabalhadores nascidos em setembro. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a agosto. Os beneficiários nascidos em março tiveram o dinheiro liberado para saque no último dia 22.

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

Mês de nascimento Dia do crédito na conta poupança social digital data para saque em espécie
janeiro 29 de junho 25 de julho
fevereiro 06 de julho 08 de agosto
março 13 de julho 22 de agosto
abril 20 de julho 05 de setembro
maio 27 de julho 19 de setembro
junho 03 de agosto 03 de outubro
julho 10 de agosto 17 de outubro
agosto 24 de agosto 17 de outubro
setembro 31 de agosto 31 de outubro
outubro 08 de setembro 31 de outubro
novembro 14 de setembro 14 de novembro
dezembro 21 de setembro 14 de novembro

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, sitfgts.caixa.gov.br e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até 10 dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

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PIB tem queda de 4,1% em 2020, de acordo com o IBGE

O PIB – Produto Interno Bruto do Brasil caiu 4,1% em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A atividade econômica registrou a maior queda desde o início da série histórica do IBGE, em 1996. A queda interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%, segundo o instituto. Entre os setores que tiveram queda estão Serviços (-4,5%) e Indústria (-3,5%). Houve alta somente no setor de Agropecuária (2%).
Com o tombo histórico, o Brasil saiu do ranking das 10 maiores economias do mundo e caiu para a 12ª colocação, segundo análise da agência de classificação de risco Austin Rating. No ano de 2019, o Brasil ficou na 9ª posição.

De acordo com João Beck, economista e sócio da BRA, após um crescimento de 7,7% no terceiro trimestre, o quarto trimestre teve um resultado até mais forte do que era o esperado. “No quarto trimestre, o crescimento do consumo das famílias e da indústria ainda se apoia por resultado do auxílio emergencial, mas também por alguma retomada leve e gradual na economia, além de uma ajuda do dólar mais alto”, explica.

Para Beck, o controle da pandemia e a vacinação são cruciais para a retomada econômica e o Brasil tem tido um desempenho ruim nessa área. ” A alta acima do esperado do PIB e sem uma trégua da inflação dão mais corda para altas na taxa Selic por parte do Copom”, comenta.

Rossano Oltramari, estrategista e sócio da 051 Capital, gestora especializada em alocação de recursos e planejamento patrimonial, avalia que, para o investidor, o cenário é difícil para tomada de decisões ainda mais com a recente intervenção do governo na Petrobras, que teve reflexo negativo no mercado. “Para quem toma decisão de investimento, o cenário é péssimo. Conversei com muita gente no mercado. Incerteza é a pior coisa para o investidor, e estamos vivendo isso”, diz Rossano Oltramari, estrategista e sócio da 051 Capital.

Segundo Oltramari, é fundamental que o investidor tenha muita cautela nesse momento de tantas incertezas. “Na bolsa, ações de empresas boas caíram fortemente nas últimas duas semanas nos setores de construção civil, varejo e saúde, o que pode ser uma oportunidade. Mas o risco também aumentou. O investidor pessoa física tem que ter muita cautela”, complementa.

De acordo com João Beck, para esse ano, a perspectiva é de possivelmente um PIB fraco justamente pela alta de juros, algo que o mercado já estima para a próxima reunião do Banco Central. “A retirada ou diminuição de auxílios do governo, o aumento da taxa de juros por causa da inflação e a vacinação caminhando a passos lentos também podem pesar”, completa.

70% dos brasileiros não querem o direito de escolher vacina, diz pesquisa

Levantamento exclusivo do Paraná Pesquisa (veja abaixo) para o site Diário do Poder e a coluna Cláudio Humberto revela que a grande maioria dos brasileiros (70,2%) não considera importante o direito de escolher a marca da vacina; apenas 29,8% gostariam de ter opções.

Mas, solicitados a apontar uma vacina confiável, apenas 20,5% se dizem indiferentes. A maioria escolhe a CoronaVac (23,6%), seguida da AstraZeneca (21,2%) e Pfizer (11,3%). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

 

(Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)